Teresina
Teresina, Brazil

Sondagem a Trado em Teresina: Reconhecimento Direto do Solo

Teresina, a 72 metros de altitude e com mais de 868 mil habitantes, cresce sobre os sedimentos da Bacia do Parnaíba. Aqui o perfil de solo alterna entre areias finas, siltes e argilas lateríticas que enganam até profissional experiente. A sondagem a trado resolve a etapa inicial da investigação geotécnica com simplicidade e precisão. Abrimos furos de 15 a 30 cm de diâmetro usando trado cavadeira e helicoidal, descendo até 5 metros em terreno natural. A cada 50 cm retiramos amostra para classificação tátil-visual e registro do nível d'água. É um método rápido, não mecanizado, que não precisa de acesso para caminhão — ideal para os becos estreitos do centro histórico de Teresina e para terrenos nos bairros em expansão da zona sudeste. Para complementar a investigação em profundidades maiores, quando encontramos o lençol freático raso típico da cidade, costumamos associar o trabalho com o ensaio de granulometria e os limites de Atterberg no laboratório, fechando o perfil de solo sem precisar de sonda pesada na primeira etapa.

Em Teresina, o trado manual revela o que o olho não vê: a sequência exata de areia, silte e argila que define a fundação.

Escopo do trabalho em Teresina

O equipamento que desce do carro em Teresina é um conjunto de trados manuais: o trado cavadeira para furo inicial, o helicoidal para avanço em solo coesivo, e o trado de rosca para material mais seco. Cada haste tem 1 metro, rosca macho-fêmea, e a cravação é feita por dois operadores. Não usamos água, não usamos revestimento — só força e técnica. Quando o solo está muito seco, comum no período B-R-O-Bró entre setembro e dezembro, o avanço fica mais duro; quando chove, o furo pode fechar. A equipe ajusta o diâmetro do trado na hora. As amostras saem em sacos etiquetados, com profundidade e número do furo, e vão direto para análise. Seguimos a ABNT NBR 9603 para execução da sondagem a trado e a NBR 6484 para apresentação dos resultados. Em paralelo, quando o cliente precisa de parâmetros de resistência para fundação, sugerimos a sondagem SPT como etapa seguinte, que já alcança o impenetrável ao trado. E se o projeto for de pavimentação na zona rural, o ensaio CBR entra como complemento natural ao perfil trado.
Sondagem a Trado em Teresina: Reconhecimento Direto do Solo
Sondagem a Trado em Teresina: Reconhecimento Direto do Solo
ParâmetroValor típico
Diâmetro de perfuração150 a 300 mm
Profundidade típicaAté 5 m (podendo chegar a 8 m com trado extensível)
Norma de execuçãoABNT NBR 9603
AmostragemA cada 50 cm ou mudança de camada
Registro de NASim, ao final de cada furo
Equipe de campo2 operadores com EPI completo
MobilizaçãoSem necessidade de caminhão, acesso manual

Desafios técnicos típicos em Teresina

O clima de Teresina castiga a programação de campo. Na seca, o solo laterítico fica quebradiço e o furo desmorona; na chuva, entre janeiro e abril, o terreno vira lama e o trado perde sustentação. A equipe precisa ler o céu e a terra ao mesmo tempo. Outro risco é o aterro não controlado: na zona norte da cidade, encontramos lixo, entulho e matéria orgânica nos primeiros 2 metros, o que inviabiliza o trado e obriga a mudar para poços de inspeção. Também tem a questão do lençol freático raso, que aparece a 1,5 metro em bairros próximos ao rio Parnaíba, exigindo cadastro cuidadoso porque a amostra fica lavada. Ignorar esses detalhes pode levar a um perfil de sondagem que não representa a realidade, e a decisão de fundação sai errada. A expertise local da equipe evita esse prejuízo.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 9603:2015 - Sondagem a trado - Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 - Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT - Método de ensaio, ABNT NBR 6502:1995 - Rochas e solos - Terminologia

Nossos serviços

A sondagem a trado em Teresina funciona como primeiro passo em qualquer campanha de investigação. Os trabalhos que entregamos cobrem desde o furo simples até o perfil completo com análise de laboratório:

Perfuração a trado manual

Execução de furos de 150 a 300 mm de diâmetro com trado cavadeira e helicoidal, registro de profundidade, cor, textura e consistência de cada camada. Ideal para terrenos de acesso restrito em Teresina.

Coleta e preservação de amostras

Amostras deformadas e indeformadas (em bloco) retiradas a cada 50 cm, acondicionadas em sacos plásticos etiquetados e enviadas ao laboratório no mesmo dia, evitando perda de umidade natural.

Classificação tátil-visual e perfil geotécnico

Elaboração do perfil individual de cada furo com classificação expedita do solo (areia fina argilosa, silte arenoso laterítico, etc.), conforme terminologia da ABNT NBR 6502.

Ensaios laboratoriais complementares

Programação de granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor sobre as amostras coletadas, para fornecer os parâmetros geotécnicos exigidos em projeto de fundação e pavimentação.

Dúvidas comuns

Quanto custa uma sondagem a trado em Teresina?

O valor de referência é de R$ 100.000 por campanha típica, considerando mobilização de equipe, execução de múltiplos furos, coleta de amostras e emissão de relatório técnico. O custo pode variar conforme número de furos, profundidade total e necessidade de ensaios laboratoriais complementares.

Qual a profundidade que o trado manual alcança no solo de Teresina?

Em condições normais, atingimos de 4 a 5 metros. Em terrenos arenosos secos da zona sudeste, podemos chegar a 6 metros com trado extensível. Quando encontramos o lençol freático raso, comum próximo ao rio Parnaíba, a profundidade útil se limita ao topo do aquífero para não lavar a amostra.

A sondagem a trado substitui a sondagem SPT?

Não substitui. A sondagem a trado é uma investigação preliminar, de baixo custo, que fornece perfil tátil-visual e amostras para laboratório. A sondagem SPT, com ensaio de penetração dinâmica, fornece o índice de resistência NSPT e é obrigatória para projetos de fundação profunda. Normalmente, a campanha começa com o trado e depois planejamos os furos SPT nos pontos críticos.

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