O solo sedimentar da bacia do Parnaíba, onde Teresina está assentada, apresenta uma alternância típica de arenitos, siltitos e argilitos que desafia qualquer projeção de fundação. A cidade, com quase 900 mil habitantes e clima tropical com estação seca bem definida, registra variações significativas na resistência do solo entre o período chuvoso e a estiagem. Um ensaio CPT pode complementar a investigação quando o perfil é muito heterogêneo, mas o Ensaio SPT segue como ponto de partida obrigatório. A proximidade com os rios Parnaíba e Poti cria zonas de aluvião onde a capacidade de carga cai drasticamente nos primeiros metros. Para obra em Teresina, ignorar a estratigrafia local é assumir recalques que aparecem rápido, já nos primeiros ciclos de chuva.
Em Teresina, a resistência à penetração do solo sedimentar muda radicalmente entre a estação seca e a chuvosa — o ensaio SPT captura essa variabilidade sazonal.
Escopo do trabalho em Teresina

Desafios técnicos típicos em Teresina
O equipamento de sondagem chega ao terreno com torre de quatro pernas, bomba d'água e o martelo padronizado de 65 kgf que desce em queda livre sobre a cabeça de bater. Em bairros de Teresina como o Mocambinho ou o Dirceu, onde o perfil sedimentar pode conter camadas de seixo ou crostas lateríticas, o avanço da perfuração exige revestimento contínuo e trépano de lavagem. A recusa à penetração surge antes do esperado em pontos com arenito silicificado. O risco técnico mais comum é a subestimação da resistência em campanhas executadas no período seco: o solo não saturado apresenta NSPT artificialmente elevado. Nossa metodologia inclui a medição do torque após cada metro perfurado, gerando a razão torque/NSPT, que ajuda a identificar zonas de baixo atrito lateral e potencial de recalque diferencial.
Nossos serviços
Executamos as seguintes atividades de investigação e projeto geotécnico em Teresina:
Sondagem SPT (Standard Penetration Test)
Perfuração com avanço por circulação de água e ensaio de penetração dinâmica a cada metro. Emissão de relatório com perfil individual do furo, classificação tátil-visual das amostras e tabela de NSPT.
Ensaio de Infiltração e Permeabilidade
Determinação da condutividade hidráulica in situ em solos sedimentares para dimensionamento de valas de infiltração e sumidouros, obrigatório para aprovação de projetos de drenagem pluvial na capital.
Projeto de Fundações Rasas e Profundas
Dimensionamento de sapatas, radiers e estacas com base nos dados do SPT, considerando a variabilidade estratigráfica da bacia do Parnaíba e as cargas estruturais previstas no projeto arquitetônico.
Dúvidas comuns
Qual o custo de um ensaio SPT em Teresina?
O valor de referência parte de R$ 100.000, dependendo da quantidade de furos, da profundidade total contratada e da mobilização do equipamento até o bairro da obra.
Quantos furos de sondagem a NBR 6122 exige para uma residência unifamiliar?
A NBR 6122:2019 orienta no mínimo dois furos para áreas de projeção até 200 m², e um furo adicional a cada 200 m² excedentes. Em Teresina, recomendamos no mínimo três pontos quando o terreno está em zona de aluvião próxima aos rios.
O ensaio SPT detecta o nível do lençol freático?
Sim. Durante a perfuração registramos a profundidade do nível d'água encontrado e, após 24 horas, medimos o nível estabilizado. Em muitos bairros de Teresina o lençol está entre 3 e 8 metros de profundidade, mas sobe consideravelmente na estação chuvosa.
O relatório do SPT serve para aprovação do projeto na prefeitura?
Sim. O relatório geotécnico com os boletins de sondagem SPT é documento obrigatório para a aprovação de projetos estruturais junto à Secretaria Municipal de Obras, conforme o código de obras do município.
Em que etapa da obra a sondagem deve ser contratada?
A sondagem SPT é a primeira atividade de campo do projeto. Deve ser contratada logo após o levantamento topográfico, antes do projeto estrutural. Os dados de NSPT definem o tipo de fundação e a cota de assentamento, influenciando diretamente o custo da obra.