Teresina
Teresina, Brazil

Resistividade elétrica e SEV em Teresina: mapeamento geofísico para projetos seguros

Teresina, capital piauiense a 72 metros de altitude e com mais de 860 mil habitantes, cresce sobre os sedimentos da bacia do Parnaíba. Essa geologia esconde variações bruscas de arenitos, siltitos e argilitos que os ensaios de sondagens SPT nem sempre conseguem detalhar. É aqui que a resistividade elétrica e a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) entram como ferramentas de investigação indireta. Combinamos os caminhamentos elétricos 2D com as SEVs para mapear a profundidade do embasamento cristalino, localizar lentes de areia saturada e definir zonas de baixa resistividade associadas a argilas moles. Empreendimentos de grande porte na zona leste de Teresina já utilizaram nosso método para ajustar fundações profundas e reduzir custos com estacas de grande diâmetro.

A resistividade abaixo de 2000 ohm.cm nos sedimentos de Teresina acende um alerta de corrosão que nenhum ensaio mecânico isolado consegue prever.

Escopo do trabalho em Teresina

Um erro clássico em obras de Teresina é assumir que o perfil sedimentar é homogêneo e projetar estacas metálicas sem avaliar a agressividade do solo. A resistividade elétrica resolve esse problema porque mede a capacidade do material em conduzir corrente; solos com valores abaixo de 2000 ohm.cm são potencialmente corrosivos e exigem proteção catódica ou aumento de seção metálica. Nosso laboratório, acreditado sob a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, executa SEVs com arranjo Schlumberger alcançando profundidades de investigação superiores a 80 metros. Além da corrosividade, integramos os dados com ensaio CPT quando o projeto exige parâmetros de resistência de ponta e atrito lateral contínuos. O resultado é um modelo geofísico calibrado que orienta a escolha entre sapatas, tubulões ou estacas pré-moldadas.
Resistividade elétrica e SEV em Teresina: mapeamento geofísico para projetos seguros
Resistividade elétrica e SEV em Teresina: mapeamento geofísico para projetos seguros
ParâmetroValor típico
MétodoSondagem Elétrica Vertical (SEV) – arranjo Schlumberger e Wenner
Profundidade de investigaçãoAB/2 de 1,5 m até 150 m, dependendo da potência do emissor
Resistividade em solos não saturados100 a 5000 ohm.m (arenitos da formação Poti)
Resistividade em argilitos saturados5 a 50 ohm.m (formação Longá)
Critérios de corrosividadeABNT NBR 16468:2021 e ASTM G187-18 (referência comparativa)
Norma de execuçãoABNT NBR 15935:2011 (Investigação geofísica por eletrorresistividade)
Tempo de entregaRelatório técnico em 5 dias úteis após aquisição de campo

Desafios técnicos típicos em Teresina

Acompanhamos um caso na região do bairro São Cristóvão onde um edifício residencial de 15 pavimentos apresentou recalques diferenciais após seis meses de construído. A sondagem SPT havia acusado solo competente a 18 metros, mas uma SEV posterior mostrou uma lente de argila orgânica de baixíssima resistividade (12 ohm.m) não detectada no furo isolado. A correção custou três vezes o valor do ensaio geofísico. Teresina apresenta paleocanais preenchidos com material compressível e níveis d’água elevados na época chuvosa; ignorar a variabilidade lateral do subsolo é um risco concreto. A SEV, ao fornecer uma seção contínua de resistividade, reduz a incerteza e evita surpresas durante a escavação ou cravação das fundações.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 15935:2011 – Investigação geofísica de superfície por eletrorresistividade, ABNT NBR 16468:2021 – Proteção catódica de estruturas metálicas enterradas, ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 – Requisitos gerais para competência de laboratórios, Eurocode 7 (EN 1997-2) – referência complementar para classificação geofísica de maciços

Nossos serviços

Nossas soluções geofísicas em Teresina combinam aquisição de campo com processamento robusto:

Sondagem Elétrica Vertical (SEV) com arranjo Schlumberger

Ideal para investigar variações verticais de resistividade até 150 metros de profundidade. Em Teresina, utilizamos o SEV para definir a cota do embasamento cristalino, mapear aquíferos e identificar zonas de baixa resistividade associadas a argilas compressíveis.

Caminhamento elétrico 2D (tomografia de resistividade)

Perfis contínuos ao longo de seções de até 400 metros. Aplicamos essa técnica para detectar paleocanais e variações laterais nos sedimentos da Formação Poti, complementando as SEVs com uma visão bidimensional do subsolo.

Dúvidas comuns

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Teresina?

O investimento inicial para uma SEV com arranjo Schlumberger parte de R$ 100.000, valor que inclui mobilização local, aquisição de dados e relatório técnico. Campanhas com múltiplas SEVs ou caminhamento 2D têm orçamento personalizado conforme a metragem linear e a profundidade de investigação.

Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico?

A SEV investiga a variação vertical da resistividade em um único ponto, ideal para definir camadas e profundidade do embasamento. O caminhamento elétrico 2D fornece uma seção contínua do subsolo, mostrando variações laterais. Em projetos grandes, recomendamos a combinação das duas técnicas.

O ensaio de resistividade é confiável nos solos de Teresina?

Sim, desde que calibrado com sondagens mecânicas. A bacia do Parnaíba apresenta contraste elétrico bem definido entre arenitos (resistivos) e argilitos (condutivos), o que torna o método particularmente eficaz em Teresina. Nosso processamento utiliza inversão robusta e validação estatística.

Quanto tempo leva para receber os resultados?

Após a aquisição em campo, entregamos o relatório técnico completo em 5 dias úteis. O documento inclui curvas de resistividade aparente, modelo geoelétrico invertido, seção interpretada e recomendações para fundação e proteção catódica.

Cobertura em Teresina