A expansão de Teresina para além do centro histórico, ocupando as bacias sedimentares do Parnaíba e Poti, trouxe desafios geotécnicos que nem sempre aparecem na sondagem tradicional. A cidade cresceu sobre terrenos que alternam arenitos da Formação Corda e depósitos aluvionares com lentes de argila, gerando compartimentos hidrogeológicos distintos num raio de poucos quilômetros. Para o engenheiro que projeta fundações profundas ou contenções com rebaixamento de lençol na capital piauiense, o ensaio CPT ajuda a mapear a estratigrafia contínua, mas é o ensaio de permeabilidade in situ que entrega o parâmetro hidráulico — condutividade — conforme a realidade do maciço. Nossa equipe executa levantamentos Lefranc e Lugeon em Teresina com procedimentos alinhados à ABNT NBR 16920, cobrindo desde pacotes arenosos saturados até rochas fraturadas do Grupo Balsas. O resultado é um dado de entrada coerente para modelagens de fluxo, dimensionamento de sistemas de drenagem e avaliação de percursos preferenciais que afetam a estabilidade das obras locais.
A condutividade medida in situ em Teresina frequentemente difere em ordens de grandeza das estimativas de laboratório — a macroestrutura do maciço comanda o fluxo.
Escopo do trabalho em Teresina
- Carga constante para solos de alta permeabilidade (k > 10⁻⁵ m/s).
- Carga variável para solos finos, com leitura estabilizada.
- Ensaio Lugeon com cinco patamares de pressão, conforme recomendações de Houlsby.
- Registro digital com datalogger para curva vazão × tempo.

Desafios técnicos típicos em Teresina
Na zona sul de Teresina, os depósitos aluvionares do rio Poti apresentam intercalações de areia fina com camadas argilosas de baixa permeabilidade, enquanto os bairros da zona norte, sobre o planalto dissecado, revelam arenitos com fraturamento que gera condutividades secundárias elevadas. Um ensaio de permeabilidade executado sem o correto posicionamento do obturador ou com pressões inadequadas pode mascarar essa heterogeneidade e induzir a subestimação da vazão de infiltração. O risco se materializa quando o projeto de drenagem adota valores homogêneos de literatura: o rebaixamento não atinge a cota prevista, as escavações inundam e o cronograma da obra em Teresina é comprometido. Em rocha, a omissão do Lugeon impede quantificar a abertura das descontinuidades, levando a injeções de calda de cimento subdimensionadas ou a ancoragens com perda de calda por fraturas não mapeadas. Nossa abordagem integra a leitura geológica do testemunho de sondagem com a curva pressão-vazão do ensaio, gerando um coeficiente de condutividade representativo do maciço e um diagnóstico do regime de fluxo.
Nossos serviços
Além do ensaio de permeabilidade in situ, o laboratório oferece trabalhos complementares que compõem a investigação geotécnica completa em Teresina:
Ensaio Lefranc em Solo
Permeabilidade pontual em furos de sondagem, com carga constante ou variável, conforme ABNT NBR 16920. Ideal para aquíferos rasos e projetos de drenagem.
Ensaio Lugeon em Rocha
Caracterização da condutividade hidráulica de maciços rochosos fraturados com cinco patamares de pressão, essencial para túneis, fundações de barragens e injeções de calda.
Monitoramento Piezométrico
Instalação de piezômetros e leitura automatizada da variação do nível d'água para calibração de modelos de fluxo e controle de rebaixamento.
Dúvidas comuns
Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc é executado em solos — geralmente dentro do furo de sondagem SPT — e mede a condutividade hidráulica em m/s usando carga constante ou variável. O Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: aplica-se água sob pressão em trechos isolados por obturador, registrando a vazão absorvida em cinco patamares. O resultado é expresso em unidades Lugeon (1 UL ≈ 10⁻⁷ m/s). Em Teresina, usamos Lefranc nos aluviões do Poti e Lugeon nos arenitos fraturados da Formação Corda.
Em que fase do projeto o ensaio de permeabilidade deve ser feito?
O ideal é executá-lo durante a campanha de sondagem, assim que o furo atinge a zona saturada ou o topo rochoso. Isso permite planejar os trechos de ensaio com base na geologia real do furo. Em projetos de rebaixamento de lençol em Teresina, recomendamos pelo menos um ensaio a cada 300 m² de área escavada, com distribuição que cubra os diferentes compartimentos hidrogeológicos identificados na sondagem preliminar.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade em Teresina?
O investimento para o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc ou Lugeon) parte de $100.000, dependendo da profundidade do trecho a ensaiar, do número de patamares de pressão e da necessidade de obturador pneumático. O valor final é definido após análise do perfil geológico previsto e da logística de acesso ao local da obra.
O ensaio Lugeon pode ser feito em qualquer tipo de rocha?
Sim, desde que o maciço permita a instalação do obturador e a aplicação de pressão sem desmoronamento do furo. Em rochas muito brandas ou intensamente fraturadas de Teresina, utilizamos obturadores pneumáticos de baixa pressão e revestimento provisório para evitar o colapso do trecho. A norma ABNT NBR 16920 orienta os critérios de estabilidade do furo e os limites de pressão máxima para evitar fraturamento hidráulico indesejado.
Como interpretar um resultado de 0 Lugeon?
Zero Lugeon significa que o maciço não absorveu água mensurável sob a pressão aplicada — a rocha é praticamente impermeável naquele trecho. Isso é comum em soleiras de diabásio ou em arenitos silicificados que aparecem pontualmente na região de Teresina. O valor zero é tão importante quanto um valor alto, porque permite planejar injeções de vedação ou redimensionar o sistema de drenagem com base na condutividade real, não em estimativas conservadoras.